terça-feira, 29 de março de 2011

Sorrateiro.

 












 
Eu não senti quando você chegou. Devo estar perdendo o hábito. Não digo o entusiasmo.
Isso me parece estranho, já que fui capaz de acordar com o calor da xícara que você segurava tão próxima do meu rosto enquanto me observava adormecida do seu lado da cama.
Bom dia e chá.
Olhar pra você agora é cair em lembranças. Lembranças de nós. Lembranças de mim, sozinha. Lembranças de vozes ao redor que tanto dizem sobre o que eu faço.
Eu ouço conselhos que mais parecem lições, ordens da vida.
Sentimentos não são regrados. Não há uma fórmula.
Vozes que sussurram: “errado”, para uma cabeça que acha que está certo.
Eu gosto muito do seu sorriso e não considero os aparentes motivos que tenho para não retribuí-lo.


terça-feira, 22 de março de 2011

Sem ela, sem lugar.

 












Continue correndo, falta muito pra chegar lá.
Cada tropeço é sangue a menos pra se preocupar.
Mas capriche mais quando for tentar fugir. Tranque seu coração e finja que esses olhos cansados são por outro motivo.
Que estrutura danificada é essa que você construiu? Apenas um sussurro dele e ela já caiu.
Acho que suas pausas estão erradas.
Sem descanso e sem morte.
É uma corrida contra si mesma, na qual existe último lugar.