terça-feira, 29 de março de 2011

Sorrateiro.

 












 
Eu não senti quando você chegou. Devo estar perdendo o hábito. Não digo o entusiasmo.
Isso me parece estranho, já que fui capaz de acordar com o calor da xícara que você segurava tão próxima do meu rosto enquanto me observava adormecida do seu lado da cama.
Bom dia e chá.
Olhar pra você agora é cair em lembranças. Lembranças de nós. Lembranças de mim, sozinha. Lembranças de vozes ao redor que tanto dizem sobre o que eu faço.
Eu ouço conselhos que mais parecem lições, ordens da vida.
Sentimentos não são regrados. Não há uma fórmula.
Vozes que sussurram: “errado”, para uma cabeça que acha que está certo.
Eu gosto muito do seu sorriso e não considero os aparentes motivos que tenho para não retribuí-lo.


2 comentários:

  1. Hm.. Você só vem evoluindo. Muito lindo, poético. Adorei, continue assim Cau.

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  2. Agradeço muito. Inclusive por ser um texto que eu nem gosto tanto.

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