quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Representação em brinquedo.



É ali o cômodo cheio de traços. Dos primeiros aos finais.
Simplicidade pra beleza recém-estruturada com grafite. Quatro paredes escondidas por desordem e perfeição.
É tudo moldado, é dobradura de papel.
Ela não arquitetou, mas prossegue muito bem.
Aquele mundo de livro presente em matéria. Matéria picada, fotografia desenhada, traços de recordação.
Uma mesma linha que desenha o céu costura o vestido em papel.
E todo o conteúdo fantástico da caixa de expressão se ergue em imaginação.
Aquela porta guarda sonhos que não consideram o tempo. Que seja cena em dia real, ou em dois dias em uma página.
Que garota linda. E se ela fecha a porta do quarto e vai pro corredor, pode viver a mesma história, em outro dia, em outro lugar. E o que era de tinta se torna de sangue.