sábado, 14 de abril de 2012

Desalinho.















Quatro dias já se foram. O tempo é tanto problema quanto solução.
Você nunca entenderia. Nem eu entendo. Nós não entendemos o que vai curar nossa dor.
A ferida regenerada é tão frágil que eu duvido que ela realmente tenha se fechado.
Quando você chega perto, querido, cada pedaço quebrado do meu coração se parte. Por isso não me toque, não me beije, não me reduza a pó.
Já não faço sentido nenhum. O passado me corta. Sou sangue que escorre querendo parar.
Eu falo de dor, e a minha dor se trata sim de tristeza.
Sem lição pra aprender. Eu já sei de tudo que não funciona. Eu não funciono, com você.
Todas as coisas acabam, mas o tempo que duram está desordenado.


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